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ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS INDUSTRIAIS DE FOTOGRAFIA
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Documento entregue ao
Exmo. Sr. Primeiro Ministro Engº José Sócrates
23 de Abril de 2009
Lisboa 23 de Abril de 2009
Exmo. Sr. Primeiro-Ministro
Eng.º José Sócrates
Fotografia de Identificação Estado versus
ANIF/AFP/CPPME
Fotógrafos; Regulamentação/Certificação da
Profissão de Fotógrafo.
Queremos contribuir com este documento num
melhor esclarecimento sobre o assunto, e
assim V. Exa. poder analisar melhor este
assunto muito caro para os Fotógrafos Portugueses.
Os Fotógrafos não estão nem nunca estiveram
contra o sistema "Simplex", mas
desejam encontrar um compromisso de forma
a não levar à falência o sector fotográfico.
Esta forma utilizada pelo Estado tem contribuído
para a falência e desemprego do sector e
ao mesmo tempo onerado os cidadãos com despesa
que poderia ser evitada.
Embora se fale muito em crise, o verdadeiro
problema é a falta da Fotografia de Identificação
que não passa pelas nossas lojas, porque
foram instaladas pelo país, as câmaras fotográficas
de identificação.
Esta situação criou falências e desemprego
no nosso sector, algumas lojas fecharam e
a outras seguem o mesmo caminho.
Como é do conhecimento público as associações
do sector (ANIF e AFP) tudo tentaram fazer
em devido tempo, para que o Governo ouvisse
as nossas sugestões.
Tínhamos a solução para o problema: os Fotógrafos
continuavam a tirar as fotografias com regras
determinadas, continuavam a pagar o IVA,
IRS/IRC, e o Governo não oneraria os Contribuintes
com mais uma despesa Pública.
Tentámos explicar estas e outras razões,
em Abril de 2006, mas o Gabinete do Exmo.
Sr. Primeiro-Ministro remeteu-nos para o
Departamento Responsável a UCMA, que nos
deu a informação que no momento em que se
pensasse instalar o Sistema Pegasus, que
iria receber as Associações do sector para
se estudar uma forma de se encontrar um compromisso
que não lesasse ninguém. Esta situação não
se verificou.
Das várias tentativas de diálogo com o Exmo.
Sr. Primeiro-Ministro Eng. José Sócrates
e o Exmo. Sr. Ministro da Administração Interna
à altura, Dr. António Costa, disponibilizámo-nos
para encontrar uma solução que não lesasse
ambas as partes e privilegiasse os cidadãos.
Recebemos somente promessas, como verificámos
pela carta que nos foi enviada em 2006 pela
UCMA, entidade coordenadora de todo este
processo de modernização do Estado.
Não fomos consultados como nos prometeram,
e, deparámo-nos em 2007, com o início da
instalação das Máquinas em vários pontos
do país.
Após a instalação das referidas máquinas
como acto consumado, verificou-se que:
Apesar do sistema "Pegasus" contemplar
que os serviços de identificação, podem aceitar
as fotos tipo passe levadas pelos cidadãos,
na prática, acontece que os funcionários
estão a recusar as fotos tiradas nos fotógrafos.
No entanto, os serviços de identificação,
não fazem a captação de imagens a cidadãos
com deficiência física, pessoas acamadas,
crianças de tenra idade, a pessoas que usam
óculos, a estes pedem-lhes que sejam retirados
os óculos, criando dificuldades de identificação
dos mesmos às autoridades policiais.
Encaminham estes cidadãos para os Fotógrafos,
que o fazem, quase de forma humanitária tendo
em conta as dificuldades resultantes das
limitações que as referidas pessoas são portadoras.
Estranhamos que seja um serviço do Estado
a ter uma atitude discriminatória com os
cidadãos e com os Fotógrafos, uma vez que
só captam as imagens que são comodamente
fáceis.
Acresce ainda referir que: as imagens captadas
pelos serviços de identificação são de tal
forma, que as autoridades fiscalizadoras,
terão com certeza dificuldade em identificar
os cidadãos através de fotos que não são
um elemento inequívoco de qualidade no importante
processo de identificação.
Muitos fotógrafos que viviam exclusivamente
da Fotografia Tipo Passe e sem outra alternativa,
casos de pessoas que estão estabelecidas
no interior, entraram em colapso económico,
sendo obrigados a despedimentos e encerramentos
das lojas.
Por estas razões querem aos Fotógrafos Portugueses
que o Governo encontre uma solução que permita
ao sector continuar a subsistir.
Queremos a regulamentação da Profissão de
Fotógrafo Profissional, para podermos combater
a concorrência desleal, e competir nos mercados
internacionais como os nossos congéneres
europeus.
Queremos a Certificação e qualificação profissional.
Pontos que desejamos que V. Exa. tenha em
consideração para que se possa dignificar
a profissão de Fotógrafo, e estamos disponíveis
para podermos contribuir com o nosso conhecimento
sobre estas matérias.
- Regulamentação do Sector Fotográfico
- Actuação da Autoridade da Concorrência
- Perda das fotografias tipo passe com o Cartão
do Cidadão
- Economia paralela
- Exercício de actividade profissional acreditada
- Outros assuntos de interesse para o sector
Estes são alguns pontos a juntar aos demais
apresentados pela CPPME.
Esperamos que V. Exa. possa dar-nos uma solução
para que os Fotógrafos Portugueses possam
continuar a exercer a sua actividade.
Carlos Vilas - Presidente
Marcos Pinto - Presidente
Quinino de Aguiar - Presidente
Clementina Henriques Vice-Presidente
Anexo Documento:
(Análise sobre o mercado da fotografia em
Portugal 2009)
(Clicar aqui...)
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