ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS INDUSTRIAIS DE FOTOGRAFIA

 

As Nossas Memórias...


A Fotografia é uma Arte, que viu nascer o Sol e se pôs Noite....

A actual direcção lança o desafio:

Todos os Associados que possuam Fotografias que retratem a História da nossa Associação, agradecemos o favor de nos enviarem essas imagens.

Aqui serão publicadas, lembrando os que connosco ainda convivem e aqueles que já nos deixaram.

Fica aqui registada a sua Memória e a nossa Homenagem.
ANIF 2007

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À memória de um Grande Fotógrafo

16-07-1956
31-05-2011



O nosso Presidente juntou-se aos Fotógrafos do Algarve e Alentejo que não quiseram deixar de homenagear o Grande Fotógrafo "Jorge Corte Real"
Os Fotógrafos com as suas câmaras transportaram aos ombros até à última morada o seu Companheiro e Amigo.




Estúdio Fotográfico "Corte Real" Olhão










            À memória de um Grande FOTÓGRAFO do Algarve

Artur Brandão de Quadros Corte Real nasceu em Paradela, Sever do Vouga, Distrito de Aveiro.
Aos 13 anos de idade deixou o ensino para iniciar a primeira actividade profissional num dos laboratórios de fotografia de seu irmão mais velho.
A adaptação foi extraordinária e facilmente se familiarizou com as técnicas artesanais da época, onde o magnésio era utilizado como flash, os clichés de vidro como película rígida e a fotografia executada em estúdio com luz natural.
Cheio de vida, deixou-se seduzir pelo fascínio de África, tendo embarcado para Angola aos 18 anos.
Chegado a Benguela, contando apenas consigo próprio, envidou grandes esforços para ao fim de três meses, montar um estúdio de fotografia.
Cinco anos mais tarde mudou-se para Nova Lisboa, abriu novo estúdio e casou-se.
Profissional competente, correctíssimo no trato com a clientela, granjeou amizade e respeito.
Ao longo da sua vida profissional, acompanhou inovações tecnológicas com muito interesse, e, em 1954, tornou-se um dos pioneiros da revelação da fotografia a cores em Angola.
Dois dos seus 7 filhos (Carlos e Jorge), a par dos estudos, revelaram-se óptimos colaboradores, tendo prosseguido neste ramo.
Reconhecendo o valor da fotografia como indústria e como arte, tem sido exigente e rigoroso no seu trabalho.
Fotografias de inegável valor artístico têm lugar de honra em casa de amigos e clientes.
Regressou de Angola em fins de 1975, escolhendo Olhão para se radicar e continuar a indústria de fotografia a cores.
Em 1989 entrou para o Elos Clube de Olhão e participou numa visita cultural a Marrocos sob a égide deste clube. Na cidade de Agadir expôs uma colecção dos seus trabalhos, bem acolhidos pela crítica local.
A presente exposição é o reflexo de muitos anos de pesquisa, de criatividade, de amor à Fotografia, por parte do autor, o que muito honra ao Elos Clube de Olhão organizar tal mostra, que suscitará vivo interesse e admiração por parte dos visitantes.


       À memória de um Grande FOTÓGRAFO
Domingos Queiroz  1923-2009

Iniciou a sua actividade como fotógrafo “la-minute”, em 1943.
Estabeleceu-se como Fotografo de estúdio, em 1949, na localidade de Alhandra.
Em 1969, expandiu a actividade através da abertura de um segundo estúdio em Vila Franca de Xira.
Aderiu, nos anos sessenta à Associação Nacional de Industriais de Fotografia sendo os seus sucessores filiados até hoje.
Pioneiro na utilização de técnicas inovadoras, distinguiu-se pela sua evolução como fotógrafo de retrato, sendo na sua área, uma grande referência como Profissional de Fotografia.